A Lenda do Grupo Bourne
Autor: Kelvinouteiro
Prólogo
Fundo preto com pequenas transições de imagens
Uma voz ou uma caixa de texto contando a história
“Tem coisas na vida que não tem explicação... mas para outras, explicação é o que não falta...”.
Bom, já ia esquecendo de me apresentar. Meu nome é Gênesis Dahlberg, mas meus amigos me chamam apenas de Gênesis.
Seria muito fácil começar esta história a partir do começo da minha, mas, vou começar do começo de tudo.
“No princípio, criou Deus, os céus e a terra...”.
Hehehe, nem tão do começo assim...
Estamos no planeta Terra, no ano de 2286.
Desde os primórdios da humanidade, nosso planeta se envolveu em diversas guerras de Homens contra sua própria raça.
Todos aqueles que eram contra essas guerras diziam que era um ato de ignorância e de estupidez, mas na verdade, essas guerras eram um modo do alto escalão do Governo poder esconder coisas que a humanidade não deveria saber.
A partir da Década de 60, essas guerras se tornaram cada vez mais freqüentes. Todas as emissoras de Televisão foram compradas pelo governo, para que só fosse transmitido para as casas tudo o que o governo permitisse e obrigasse. Como diria uma amiga minha, “A mídia estava jogando areia nos nossos olhos para não enxergarmos a verdade”.
Durante dezenas de anos, a população acreditou fielmente em todas as palavras da mídia, sem duvidar ou criticar. Mas, enquanto a população assistia TV, os homens do governo faziam suas Falcatruas e escondiam segredos.
Porém, em 1975, um grupo de jovens começou a sentir uma certa desconfiança com essa história de só ver o que a televisão passava e foram atrás da verdade. Espionaram o Governo durante muitos anos, sem sucesso. Porém, quando eles descobriram a verdade, já era tarde demais. Em 1986, três grandes meteoros caíram na Terra, em pontos distantes, dizimando uma grande parte da população e alterando todos os continentes.
Dos pedaços que restaram dos seis continentes, se formaram três novos continentes: Nova Pangea, Barjato e Vulgma.
Nova Pangea é o resultado da fusão de pedaços das Américas com a Oceania e Antártida. É um continente com uma diversidade ecológica muito grande. Cheio de plantas, com pedaços congelados e pequenos pontos desérticos. É nesse continente que vive grande parte da população que restou.
Barjato é a fusão da África com a Ásia e Europa. Um continente totalmente desértico e sem vida. Ultimamente este continente é povoado por ladrões, comerciantes e Humanos que receberam grande porcentagem de radioatividade dos meteoros. Ao contrário das outras pessoas que não sobreviveram, esses humanos sobreviveram, mas sofreram grandes mutações. São poucos, os mutantes, que ainda tem traços humanos.
Vulgma é o continente mais intrigante dos três. Ele é a fusão de magma que tinha no Manto do planeta com pedaços dos meteoros. É um continente inabitável. Existem muitos vulcões lá, e tem Magma por todos os lados. A temperatura de lá é muito alta e instável. Alguns cientistas e historiadores acreditam que nessa terra existem seres extraterrestres, mas não passam de boatos.
Os primeiros anos nesse novo planeta foram terríveis para a população mundial. Poucos sobreviveram à mudança de climas e temperaturas. Muitos se adaptaram às novas condições, outros migraram semanas, até encontrarem uma terra mais “Habitável”.
Após a situação se estabilizar, os Governantes que sobraram, foram destituídos de seus cargos e foi formada uma nova Cúpula de Governantes que se encarregou de continuar mantendo o segredo que os antigos Governantes guardavam.
Bom, mas e os jovens que descobriram a verdade por trás do Governo?
Após a queda dos meteoros, nunca mais se soube deles. Mas, como as famílias dos Jovens morreram com esse desastre, ninguém deu por falta deles.
Junto com a mudança drástica dos continentes, todas as grandes e pequenas cidades foram completamente destruídas. Não sobrou uma só cidade inteira, ou uma só casa de pé, pois tudo foi a baixo.
O trabalho de re-erguer milhares de cidades das cinzas não era uma tarefa muito inteligente e rápida, por isso, os novos Governantes decidiram construir novas cidades ao inves de reconstruir as perdidas.
Essa nova Cúpula de Governo consiste na união de cinco humanos com a tarefa de cuidar de cada uma de quatro partes do continente Nova Pangea e do continente Barjato.
Erick Carter. 32 anos. Uma pessoa arrogante, cética, muito inteligente (seu Q.I. era de 236), e acima de tudo, muito preconceituoso. Seu preconceito levou ao ódio pelos mutantes e mandou todos os mutantes para o continente Barjato. Ele é o Governante encarregado de cuidar da parte sul do continente Pangea, e da sua maneira.
Incrivelmente, Carter conseguiu transformar fazer de sua parte do continente um ambiente Medieval. Trouxe de volta os castelos, cavalos, cavaleiros e camponeses para essa nova era. Ele se autoconsagrou Rei Artur do século 21, o protetor dos fracos e oprimidos. Mas ele não é único que fez uma loucura assim.
Laura Alberg. 29 anos. Canadense. É a esposa de Erick, porém, ao contrário do marido, ela é doce e religiosa. Ela tem gostos muito distintos aos do marido, e muitas pessoas se perguntam como é que eles se casaram sendo tão distintos.
Ela preferiu governar a parte norte do continente, onde o frio e a neve prevaleciam, e apostou em um cenário futurista com casas cheias de tecnologia, ruas cheias de carros com equipamento antigravidade, grandes outdoors holográficos e pessoas com roupas cheias de aparatos modernos (mp3, capacete com visor de televisão transparente, medidor de temperatura, pulso e batimento cardíaco no meio do peito, celular no molar inferior esquerdo, etc...).
Aleck Holcman. 31 anos. Ele tem sua origem Britânica e nasceu na Inglaterra. Ele é o mais integro homem no governo. Seus pensamentos idealistas e revolucionários deram a ele o comando do continente Barjato. Não porque ele foi nomeado e porque era o mais competente, mas sim porque dentre todos os outros governantes ele era o único que acreditava que os mutantes também eram pessoas e que deviam viver em paz e conviver com os “normais”.
Aleck vivia batendo cabeça com Erick por causa das suas opiniões sobre os mutantes, o que levou ao fim da amizade de mais de 30 anos. Outra coisa que deixava um clima pesado entre os dois, era o fato de que Aleck havia namorado a Laura, antes de Erick rouba-la dele.
Já que Barjato é um continente totalmente desértico, Aleck decidiu transforma-lo em um típico faroeste, em que ele seria o Xerife que mandava em toda a região. Apesar de tanto poder, nada afetava a integridade e a moral dele.
Raissa Di Cavalcante. 27 anos. Ela é a representante Italiana dessa cúpula governamental. Apesar da origem humilde, Raissa se tornou muito invejosa e prepotente, o que deixou seus parentes muito decepcionados. Fugiu de casa para o Brasil para viver com seu namorado virtual e atual marido, Pedro, que por muita sorte, fugiram para uma terra que não foi tão afetada pela queda dos meteoros. O casamento dela com Pedro ficou de pé, mesmo com os problemas entre si e com o mundo afora.
Raissa é a sortuda que escolheu ser encarregada da parte Leste do continente Pangea, ou comumente chamada de “Floresta Pangea”. A parte Leste inteira é formada por florestas e pântanos, e o cenário que ela decidiu apostar e montar nele se baseia em contos de fadas com casas nas árvores e casas nas cavernas, que diga-se de passagem, estão cheias de musgos.
Pedro Agnaldo da Costa, ou Pedroca como é comumente chamado, é um Brasileiro de mão cheia e o mais jovem da cúpula, já que quando entrou tinha 26 anos. Comparado com os outros governantes, ele parece uma criança. Por ser muito brincalhão e gozador da vida, ganhou o carinho e o respeito do povo. Apesar de governar a parte oeste do continente, ele quase não sai da parte leste, onde fica a sua esposa, Raissa.
À parte Oeste do continente ficou sob suas ordens. Uma área Tropical cheia de palmeiras, praias, e surf. Realmente, o cenário que ele escolheu era totalmente a sua cara, mas ele preferiu parar no tempo e deixar o Oeste igual como estava o mundo em 1986, antes de tudo ir para os ares.
Essa nova cúpula de governo surgiu após a desistência dos antigos governantes, ou o que sobrou deles. O povo sem muitas alternativas aceitou as propostas deles e logo perceberam que não iriam se arrepender.
Todos nós não precisamos pensar muito para saber que nenhum governo é perfeito e que tem suas falhas, ainda mais quando se trata de um governo que tem uma pessoa igual a Erick Carter nele.
Quase 15 anos depois do holocausto, em meados de 2000, Erick começou uma perseguição implacável contra os mutantes que moravam em sua parte do continente.
Começou por baixo dos panos. Prendendo um... Matando outro...
Mas depois de pouco tempo, deixou bem claro o seu desprezo por eles dando ordens claras aos seus guardas que banissem e expulsassem todo e qualquer mutante das redondezas.
Muitos mutantes fugiram para o continente Barjato em busca de refúgio e da proteção de Aleck, que acolheu e deu um cantinho de terra para eles. Mas essa situação estava longe de seu fim.
Alguns mutantes revoltados começaram a jogar lenha na fogueira, jogando idéias guerrilheiras na cabeça de outros mutantes, que já estavam conformados com a situação. Não se podia esperar mais do que atentados com bombas e ataques de saqueadores.
Estava começando ali a Revolução mutante, que provavelmente levaria a extinção do que restou da humanidade...
Aleck ainda tentou ser pacífico e tentar esfriar a cabeça dos revoltosos, mas só conseguiu um prazo de 30 dias para que o governador Carter fizesse alguma coisa a respeito. Caso o prazo estourasse e nada tivesse ocorrido, os mutantes iriam jogar uma bomba de hélio no meio de Lodano, Capital de Coimbra, a parte sul do continente Pangea.
O mundo pós-holocausto estava preste a entrar novamente em guerra. A guerra de mutantes contra os humanos “normais” não ia ter um bom fim, afinal, teve um péssimo começo. Provavelmente Acabaria com a civilização no mundo. Os governantes não poderiam deixar que a história da geração passada se repetisse e uma guerra de proporções monstruosa viesse a acontecer.
Alguns dias antes do prazo acabar, Carter cedeu à proposta dos mutantes criou uma lei em conjunto com Aleck Holcman para permitir dar aos Mutantes tivessem os mesmo direitos que os “normais”.
A perseguição terminou. Os mutantes voltaram as suas casas e continuaram a suas vidas do jeito que podiam...
E quem disse que acabou?
O mundo ainda está acabando... O esgotamento dos recursos naturais ainda assombra as pessoas... Mas isso não é novidade...
Tudo o que foi dito anteriormente ocorreu há quase 300 anos atrás, e hoje em dia tudo já mudou muito em relação ao governo.
Acho que agora já está na hora de contar sobre um pouco de mim para vocês...
- Gênesis! Estou procurando por você há quase uma hora e meia! Onde você se meteu?
Era minha mãe adotiva me chamando
- Eu estava aqui o tempo todo.
Apontei para um galpão com uma fogueira, que tinha em volta da fogueira o meu grupo de amigos.
- Então venha comigo rápido que o jantar já está esfriando.
- Está bem, Zélia, só vou terminar aqui de conversar com meus colegas e já vou.
- Não demore muito.
- Ok
Agora está na hora de contar quem eu sou nessa história
Capitulo 1 – O Despertar
Terça-feira, 1º de maio de 2286.
299 anos e 6 meses depois do Holocausto.
Foi nesse dia em que acordei de um sono que parecia durar uma eternidade. Não lembro de nada, a não ser meu nome, que estava com uma documentação que foi encontrada junto de mim. Nada mais.
A primeira coisa que eu lembro daquele dia foi o sol entrando pela minha janela, aos poucos, tímido, até iluminar todo o quarto. Ao pé da cama velha que estava deitado, vi um par de tênis velhos, ainda em bom estado.
Sentei na cama, coloquei os tênis e comecei a observar o local. Tinha um guarda roupas de duas portas num canto do quarto e uma mesinha velha ao lado direito da porta. A cama estava centralizada no quarto, tendo em cada um dos lados da cama, um bidê.
Minha “observação” foi interrompida quando um guri, jovem, abriu a porta. Ele olhou para mim e disse:
- Hei! Vejo que já acordou.
Fiz que sim com a cabeça.
- Que bom! Fico feliz por ter acordado. Já está dormindo faz quase duas semanas.
Fiz uma cara de susto, afinal, quem consegue dormir duas semanas?
O guri abriu um sorriso e disse:
- Meu nome é Thomas. E você, quem é?
- Não sei – Disse timidamente.
- Ok, segundo o médico, você iria ter uma pequena amnésia. Mas pelo estado em que te encontramos, é muita sorte você ainda estar vivo.
Tornei a olhar para o lugar, agora, com um olhar mais triste.
- Olha – ele tirou alguma coisa do bolso - encontramos esses documentos junto com você, acho que devem ajuda-lo a lembrar de algo.
Peguei os documentos e dei uma olhada. Todos eles eram documentos de um tal de “Gênesis”, mas o sobrenome estava danificado. A não ser, uma identidade com algo quase legível escrito “Gênesis Dahlberg”, eu acho.
- Eu acho que me chamo Gênesis – disse em voz baixa – Sim, eu me chamo Gênesis! Esse nome já me é familiar.
- Que bom que lembrou de algo – disse Thomas com um sorriso largo no rosto – Belo nome! Gênesis... Também acho que já ouvi esse nome em algum lugar... Ora, tanto faz. Quer tomar um café com a minha família?
- Eu acho que... – quase respondi, mas Thomas me puxou antes de acabar a frase.
Thomas era um cara legal. Ele tinha um jeito simples e era bem humorado, parecia que nada tirava um sorriso de rosto dele. Ele era Loiro, baixinho e não era nem tão gordo para ser obeso e nem tão magro para ser magrelo.
Não sei porque, mas tive a impressão de que nos tornaríamos grandes amigos.
Chegando na cozinha onde a família de Thomas estava tomando café, ele começou a me apresentar um por um.
- Deixa-me apresentar um por um. Aquele ruivo anêmico ali no canto da mesa é o Jean.
- Anêmico é você! – eles deram uma risada – Prazer conhece-lo... Qual é o seu nome mesmo?
- Gênesis – Respondi – Gênesis Dahlberg
- Prazer conhece-lo Gênesis.
- Ok – Disse Thomas continuando as apresentações – Aquela menina de cabelos castanhos e que tem uma toca na cabeça é a Ariel. Não liga não se ela falar demais.
- É né! Liga não, o Thom Thom fala mais que eu e fica falando que eu sou uma gralha – soltou um leve sorriso – Seja bem vindo, Gê. Posso te chamar assim?
- Haha, pode sim Ari. – Disse com um tom de ironia.
- Ah – Ela suspirou virando a cabeça com uma cara de quem não entendeu – Que bom, agora eu também tenho apelido – Todos deram uma pequena risada.
- Bom, assim não vamos tomar café nunca... Aquele de cabelo azul ali é o Rayan. Se você não conseguir identificar quem é eu peço pra ele levantar, haha.
- Você é um grande palhaço não é, Thomas? Como é que ele não vai me identificar se eu sou o único de cabelo azul da sala?
- Talvez ele seja daltônico – Falou Ariel tentando não acabar com o clima de piadas
- Então ta, né? Fazer o que. Prazer Gênesis, Soldado Rayan ao seu dispor!
- Soldado? – Perguntei intrigado
- Sim, Soldado da linha de frente do Batalhão do exército do Governo de Lodano, Capital sul do continente Pangea.
- Nossa, então eu estou diante de uma celebridade – disse quase gargalhando.
- Haha, nem tanto, meu querido. Não é para tanto... Desde que a Revolução Mutante acabou há quase 285 anos atrás, não há quase nada para se fazer além de vigiar os portões para que ninguém invada ou entre armado. Na verdade, não passo de um Guarda costas Real.
- Ah, entendo – comentei perdendo o sorriso.
- Hei gente! – Thomas chamou nossa atenção – Isso não é assunto para o café da manhã. Vamos falar sobre isso mais tarde. Voltemos para as apresentações! Quero acabar isso ainda hoje. Aquela senhora de cabelos lisos e loiros é a minha mãe, Dona Zélia. Ela é a pessoa mais sábia e carinhosa desse mundo.
- Obrigada, filho, mas eu não sou tudo isso. Apenas aprendi muito com essa vida. Meu 67 anos foram bem vividos, e descobri como aprender com cada erro e passar isso para outras pessoas. Mas enfim, esse não era o assunto. Você já está melhor, Gênesis?
- Sim, eu estou melhor, seja lá como eu estava antes.
- Então você não se lembra mesmo...
- Não. Como eu vim para aqui?
- Quando Thomas e eu saímos um dia desses de carroça para encontrar um parente em Lumbrein, a cidade capital norte, uma das rodas da carroça se desprendeu e nos fez cair em uma pequena valeta. Sorte que todo o Norte é frio e o chão é totalmente forrado por neve, que amorteceu o impacto, senão ia ser uma dura queda.
Enquanto Thomas andava alguns quilômetros procurando alguma casa que emprestasse algumas ferramentas, eu fui explorar a região. Por alguma estranha razão, nessa pequena exploração curiosa, eu te achei preso dentro da parede de uma Caverna. Literalmente congelado. Você parecia nem respirar... Então, quando Thomas voltou com as ferramentas, eu o chamei para onde eu te encontrei, ele tirou você de lá com as ferramentas que ele conseguiu encontrar e te levamos para casa.
- Nossa, então eu estava em uma Fria. Literalmente.
- Sim, e o médico até nos disse para não criarmos esperanças porque sua chance de sobreviver seria mínima.
- Caramba – Exclamei em voz baixa com um tom meio seco.
- Acho que você assustou o menino, mãe, hehe – Brincou Thom.
- Que nada filho! Espera só eu contar quando eu conheci seu pai. Esse sim assusta qualquer um. –Disse Dona Zélia fazendo todos gargalharem.
- Não está mais aqui quem falou - Thom deu uma risada e voltou ao assunto – Bom, acho que só falta uma pessoa para te apresentar. Mas ela ainda não chegou... Acho que ela deve ter ido até a casa de uma amiga ou até mesmo para a República. Daqui a pouco ela volta.
- E quem é “ela”?
- “Ela” é a Samantha, minha irmã. Ela tem 22 anos e é um doce de pessoa, mas não se engane com a cara de anjinha dela. Ela sabe lutar e deixa qualquer marmanjo no chinelo.Ultimo cara que se meteu a espertalhão saiu com o pé enfiado na orelha. –Ele disse essa ultima frase com uma satisfação maior do que a normal.
- Fica tranqüilo que eu não sou do tipo de fazer essas coisas não.
- Que bom! – Disse ele voltando ao seu humor original – Espero que pelo bem de sua saúde, você não se torne esse tipo de rapaz.
- Pode confiar. – Respondi com convicção.
- Então... Esse café sai ou não sai?
Depois de quase meia hora de apresentações e piadas nós finalmente tomamos café, sendo que já estava quase na hora do almoço. Enquanto comia, observava a personalidade de cada um. Lembro também que nesse mesmo café, o Thomas se engasgou umas três vezes com o pão de queijo tentando fazer graça, mas fora isso o dia foi calmo... Bem calmo...