quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Sim, digam Adeus

Finalmente, o dia chega ao fim, e junto com ele, a morte de alguém próximo a vocês.
Agora vocês me perguntam "Ué?! Que história é essa? Quem vai morrer?"

Eu vos respondo, Eu...

Como assim? Simples, o Kelvinouteiro que vocês conhecem morre a partir do hoje. Aquele Kelvin pateta, brincalhão, que se importa com os outros mais do que a si mesmo encontra-se enterrado a sete palmos do chão, e na sua lápide está escrito "Adeus velho amigo! Até algum dia"

Ficaram mais confusos ainda? Vou explicar melhor ainda.

Conhecem o Cavaleiro sem Alma? Não? Dane-se

O Cavaleiro sem Alma é a minha segunda personalidade. Ele é um herói lendário, com registros em algumas culturas do mundo, porém, cada cultura tem seu nome diferente. Sua lenda conta que ele era um homem normal que sofria muito na sua vida humana. Ele era uma pessoa comum, e vivia muito bem com muitas riquezas, mas o mais importante ele não tinha. Felicidade e uma Companheira.
Após muito tempo sofrendo, ele desistiu da vida e se matou.
Apesar de morto, Deus teve piedade dele e deu a sua vida de volta, com a condição de que ele trabalharia para ele como um comissal da morte. A partir dali, ele se tornou uma pessoa Fria, livre de emoções (mas algumas lendas, dizem que ele apenas disfarçava elas para parecer mais durão, porém ele podia amar e ter compaixão). Seu trabalho era tentar de todas as formas converter as pessoas más aos bons caminhos, ou roubar as suas almas e joga-las no mar do esquecimento.
Coube a muito tempo à ele, trabalhar sozinho, até o dia em que se apaixonou por uma mulher comum e ficou vulnerável à morte. Os demônios souberam disso e tentaram matá-lo de todas as formas, porém em vão. Até que um dia, num desses confrontos, sua mulher fora morta por um homem possuído, e desde então ele deixou de ser um bom herói, para buscar vingança.

O resto da história, ninguém sabe. Só se sabe que ele continua vivo, em algum lugar desse mundo.

O que eu quero dizer com isso? Ora, devido à alguns fatos ocorrido na minha vida, dentre eles o meu amor não correspondido e meu fracasso como humano, desisti de ser tão bonzinho, e enterrei o velho homem.

Hoje, foi a gota d'agua, saiba vocês, que eu ainda não morri, de verdade. Apenas mudei meu eu, para algo possívelmente mais fácil.

Digam Adeus (ou até logo) para Kelvinouteiro, o bom moço, e digam um olá para o Cavaleiro sem Alma.

domingo, 18 de outubro de 2009

Artigo - Trabalhando com Personagens Problemáticos - Suicidas

Sim! Estou de volta!

Acho que você já deve ter se esbarrado comigo em algum canto maker por aí.
Sou Kelvinouteiro, ou simplesmente o Cavaleiro sem Alma, ao seu dispor o/

Para quem não se lembra, ou simplesmente desconhece, anteriormente eu produzi um artigo que tratava de como abordar temas polêmicos em seus textos sem causa uma certa influência negativa no leitor, ou o mais conhecido “Contágio”.

Trabalhando com Personagens Problemáticos

Nesse novo artigo decidi por abordar um assunto tão polêmico quanto o anterior.

O Suicídio

Bom, antes de começar, te pergunto. O que você sabe sobre o Suicido?

Provavelmente você teria respondido “Ah, é quando alguém se mata, dãh”. Outros teriam ido mais fundo “Bom, o suicídio é um ato desesperado de alguém que não consegue mais viver. Normalmente a pessoa é alguém deprimido”. Nossos cavalos de plantão teriam respondido algo do tipo “Ah, suicídio é coisa de quem não tem uma loucinha pra lavar! Isso aí é coisa de emo!”.

Bom, ignorando essa ultima, as outras duas estão corretas.

O Suicídio, basicamente, é o ato de alguém provocar a própria morte premeditadamente. As vitimas podem ser qualquer pessoa, desde crianças, jovens e adultos até idosos.

E o que pode levar uma pessoa para esse Fim?

São muitos os fatores, mas normalmente o que leva uma pessoa a fazer isso pode ser uma doença mental (depressão, transtorno bipolar, esquizofrenia...), uma doença física que cause muita dor (câncer, tumores, doenças crônicas...), problemas psicológicos (perdas recentes, perda de parentes na infância, histórico de suicídio na família...) entre outras coisas...

Putz, mas isso parece ser mais complicado do que eu imaginava. O que eu posso fazer para ajudar?

Realmente é complicado, mas se você conseguiu identificar algum desses fatores acima, o próximo fato é conversar com essa pessoa. Vocês precisam ser claros e compreensivos, afinal, na maioria dos casos as vítimas querem apenas ser ouvidas. Você precisa saber o quão perto esse indivíduo está de se matar. Depois, procure uma ajuda especializada.
Bom, como eu posso reconhecer um suicida em potencial? Eles deixam algum tipo de sinal?

Sim, na maioria dos casos eles deixam alguns sinais de alerta. Como:

*Ele só fala do passado, não fala do futuro e não faz planejamento algum;
*Começa a distribuir tudo e perder o apego aos bens materiais;
*Um cuidado especial para aqueles que sofrem de depressão. Quando eles resolvem se matar eles apresentam uma melhora muito grande, mas na verdade, ele só está feliz, pois tomou uma decisão.

Olha, tudo isso é muito interessante e instrutivo, mas... No que isso pode um escritor como eu?

Simples. Para você, escritor, deixarei algumas idéias e precações a serem tomadas.

1º Quando abordar esse tema tome cuidado para não passar uma idéia negativa ao leitor. Evite o Contágio. Faça o leitor refletir sobre os atos do personagem e perceber que não vale a pena.

2º Use e abuse do sentimentalismo na cena e no personagem. Não tenha medo de deixar meloso demais, pois é mais ou menos assim que pessoas que tem essa idéia se sentem. Não tenha medo de deixar ela comovente e provocar choro no leitor, pois se você conseguir fazer alguém chorar com essa cena, você conseguiu o que queria (mas tenha cuidado com a regra 1º).

3º Já falei para tomar cuidado com a regra 1º?
3º (de verdade) Para um melhor entendimento do assunto e aprofundar a cena procure em livro, no Google ou converse com algum professor sobre esse assunto. Um pouco de pesquisa não mata ninguém.

Por enquanto, é só isso.
Próximo Artigo, só daqui a algum tempo.

Fonte: Jornal A Noticia, 12/07/2009. Caderno especial: Anexo Domingo

Recomendações de pesquisa: 7 Vidas (Filme – Will Smith), Google, revistas de Psicologia.


Abraços do Cavaleiro Sem Alma o/ (preparando a Segunda parte do LGB [A Lenda do Grupo Bourne])

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Olha só, quem diria! Dois posts no mesmo mês!

Pois é, você não está louco, e tão pouco eu =X
Acho que depois dessa crise do mês passado, algumas coisas têm acontecido por aqui, mais do que o normal Oo

Tem algumas coisas que aconteceram nesses últimos dias que eu acho que seria interessante contar para vocês (ao menos, para aqueles que se interessam xD)

Bom, começo pelas mais visíveis =P

Se vocês perceberam, ali no canto superior direito do corpo do Blog tem um Selo de qualidade da VejaBlog. Para aqueles que não conhecem, a VejaBlog é o maior site de seleção de Sites e Blogs do Brasil (só para sites e Blogs Premiados).
Então, a novidade é, O Cantinho de Kelvinouteiro foi classificado entre os melhores blogs do Brasil \o/
Eu não sei se isso pode ser interessante para vocês, mas como eu estou feliz, decidi por compartilhar com vocês essa alegria =D

Segunda novidade o/
Para quem teve tempo de olhar o meu MixPod (tocador de música do Blog), olhe ele de novo o/
Coloquei nele as melhores músicas das bandas que eu citei no post anterior. Eu acho que vale a pena ouvir ^^

Terceira novidade, e tão importante quanto as outras
Você lembra do artigo que eu desenvolvi sobre como trabalhar os personagens problemáticos (Bêbados, viciados, suicidas...) sem influenciar de forma negativa o leitor?
Pois é, eu estou desenvolvendo uma série de artigos baseados no anterior. Esperem e verão todo o trabalho de meses nesses artigos ^^
Desejo que eles fiquem bom o suficiente para ajudar vocês a criarem seus próprios roteiros, histórias e livros =D

Acho que por hoje é só =\
Por enquanto não tenho nada de produtivo para lhes partilhar, mas é uma questão de tempo para isso ^^

A não ser....

Esta assinatura que um amigo fez para nós dois (uma assinatura dupla o/)
Deixo ela para vocês darem uma olhada ^^


Ps.: Eu sou o Cavaleiro Sem Alma e o meu amigo é o Arqueiro
Ps2.: O Blog do meu Amigo é este Aqui

Abraços, e até a próxima ^^

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Novidades, muita música, alguns textos mas só um post???

Como podem ver, esse blog sofreu algumas alterações em seu corpo. Um tocador de músicas foi acoplado ao blog, um gadget com as 3 ultimas atualizações do meu Twitter também foi adicionado, o sistema de parceria também está aqui.

Daqui a diante, é só novidades o/

Quem quiser ser parceiro, basta enviar um banner de 120×60 pixels, animado ou não e o link do seu blog. Ainda vou pensar em fazer um Banner para mim também, mas não sou tão ganancioso u.u

Bom, mas vamos ao que interessa.

No ultimo mês, eu não consegui postar nada, além da ultima carta.

O motivo? Um caso grave de depressão.

Minha cabeça estava confusa, consegui fazer pouca coisa e além do mais, todo mundo já passou por isso algum dia, não é? ^^

Esse é o mal dos escritores, terem crises bipolares e depressão contínua.

Mas se não fosse por isso, não teria criado a “Ultima Carta”, que foi muito bem produzida (eu acho).

No mundo real, eu saí um pouco da rotina, fui a um show de Rock, ouvi muitas bandas novas de rock, metal e pop rock gospel (SIM! Existe metal para evangélicos, e provavelmente você já deve ter ouvido, e gostado).

Alguém aqui já ouviu falar da banda chamada Oficina G3? Pois é, uma das melhores bandas de rock gospel que já pisou na face da Terra. E eles estiveram aqui na minha cidade (Joinville) nesse fim de semana.

O show começou com algumas banda pequenas da cidade fazendo a abertura.

A primeira era a banda “Identidade Suprema”. Simplesmente ROCK!

O estilo deles e o jeito como eles tocam foi simplesmente demais. Se eu não tivesse ido para ouvir o Oficina, concerteza teria ido só para ouvir eles. Pena que eles ainda são pequenos, e só tinham 4 músicas de composição própria =\

A Segunda banda eu não lembro direito, mas provavelmente era a banda Setmus.

Não cheguei nem a prestar atenção. Não era rock e nem sei porque eles estavam lá num show de rock .-.

A terceira também não chegou a ser rock, mas tocou algumas músicas que eu conhecia, o que tirou um pouco o peso do ombro deles. Banda Fixar é o nome deles.
Tocaram Rodox, Kleber Lucas, e algumas músicas já meio batidas.

Quando o Oficina chegou ao palco (com quase 15 ou 30 minutos de atraso), foi quando percebemos que o suspense valeu a pena. O pouco tempo que eu fiquei para ouvi-los tocar valeu a pena. Nunca ouvi um show com tanta força de vontade, carisma e som bom ao mesmo tempo \o/

Eles tocaram músicas do novo CD e dos antigos (Depois da Guerra, Humanos, Além do que os Olhos podem Ver, O Tempo...). Eu sinto pena de quem não pode ir, porque perdeu um showzão.

Não cheguei a ficar muito tempo por lá, pois tive um pequeno problema com que eu estava acompanhando, e tive que sair cedo.

Outra coisa que aconteceu nesse mês e que acho que seria bom compartilhar com vocês, foi as músicas que ando ouvindo o/

Já ouviu falar de HB? Ou Theocracy? Talvez 12 Stones? Não?
Realmente não sabe o que está perdendo o/

HB (Holy Bible) é uma banda americana de Simphony Metal. Se você já ouviu Evanescence sabe do que estou falando o/
É uma banda boa de se curtir quando você acaba de chegar em casa e quer relaxar. Recomendo ^^

Theocracy é o que você pode chamar de Power Metal o/
Puro batidão, vocal em Black que lembra um pouco Iron maiden e afins. Pra você que gosta de se preparar antes de um show de rock, ou adora bater cabeça em todos os lugares, deve ouvir essa banda o/

12 Stones é Pop Rock. Já ouviu Jhon Mayer? Nickelback?
Digamos que é a mistura desses dois em um só. Em certas músicas até que dá pra bater cabeça, em outras, simplesmente curtir o momento.

Bom, acho que é só ^^
Para achar essas banda, é só jogar no Youtube, é fácil de encontrar.
Quanto aos meus textos, ficam para uma próxima vez. Não estou com tempo de posta-los neste mesmo post. Talvez numa próxima oportunidade ^^

Abraços e Feliz dia das Crianças xD

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

A ultima carta

Olha, eu realmente entrei no clima para escrever \o/
Depois do meu livro, comecei a escrever textos sem noção e outras coisas. Esse texto aqui eu fiz para participar do meu concurso de roteiristas na Rpg Maker Brasil e agora vou postar no meu brógui o/

Leiam e curtam, e depois comentem é claro o/


A Ultima Carta

Por: Kelvinouteiro

A minha vida não tem mais sentido, por isso decidi acabar com meu sofrimento de vez. Em momento algum desejo que você repita o meu erro, mesmo se você estiver passando os mesmo problemas que eu passei. Cada pessoa tem uma forma de se livrar e resolver seu problema, mas eu não achei nenhuma rota, a não ser esta...

Minha vida sempre foi desgraçada. Tive uma infância conturbada com direito a um pai bêbado e violento. Minha mãe era trabalhadora e sustentava a casa e o vicio de meu pai sozinha.
Certo dia, ela se recusou a dar dinheiro para ele porque estava faltando comida para dar para seus três filhos. Em resposta a isso, ele a jogou contra a parede e esmurrou a cabeça dela, sem que ela pudesse fazer nada. Nós ficamos em estado de choque, ver nossa mãe morrer assim, brutalmente, e pelo nosso pai. Quando ele percebeu a besteira que ele fez, me olhou nos olhos, soltou uma lágrima, praguejou contra sua própria vida e saiu porta afora. Desde então, nunca mais tive noticias dele.

Depois disso, nós fomos separados pela justiça para abrigos diferentes. Eu fui adotado por tios da minha mãe que não tinham condições de adotar todos os filhos. Nunca mais ouvi falar dos meus irmãos.
Meus tios eram legais, mas nunca souberam lidar com meu problema de depressão. Eles me davam tudo do bom e do melhor, mas nunca deram o que eu precisava, que era carinho, atenção e amor.

Aos 15 anos eu encontrei minha primeira e única namorada. O máximo que eu cheguei a receber de carinho e atenção veio dela.

Atualmente eu tenho 17 anos, e hoje, ela me telefonou dizendo que precisávamos ter uma conversa séria. Ela chegou aqui em casa fria e com uma certa melancolia nos olhos. Parecia que ela não queria estar ali, e ter aquela conversa.

-Oi, tudo bem? – disse eu estranhando a expressão dela.
-Oi, tudo – disse ela em tom seco.
-O que aconteceu? Sua voz parecia nervosa ao telefone.
-Olha, eu... – disse ela perdendo a voz – eu vim aqui para te contar uma coisa...
-E o que é? – perguntei quase gaguejando.
-Olha, eu... Queria te contar isso antes, mas fiquei com medo da sua reação.
-Vamos! – Disse em tom alterado – Conte logo! Você está me deixando nervoso!
-Ok, vamos lá – disse ela para si mesma – Eu quero dar um tempo no nosso relacionamento.
-Como é que é? Porque isso? O que eu fiz de errado? – comecei a falar em tom choroso.
-Você não fez nada de errado. Você é perfeito, doce, atencioso... O problema não é você, sou eu.

Minhas pernas estavam perdendo o equilíbrio, meu corpo estremecia e estava com falta de ar.

-Não me venha com essa ladainha! – falei em um tom agressivo – Você está gostando de outro cara, não é?
-Olha, eu... – ela tornou a repetir isso.
-Não me venha com esse “olha, eu...” e fale logo! Seja direta!
-Eu juro que não queria! Foi acontecendo aos poucos...
-Mas que... – me segurei pra não soltar um palavrão

Nesse momento eu perdi a cabeça. Peguei uma faca na cozinha e fui pra cima dela.

-O que você vai fazer com isso? Não faz isso!

Por algum motivo eu parei com a faca no ar. Lembrei-me da minha mãe. Ela não merecia o mesmo fim que minha mãe levou. E afinal, eu não queria me tornar o mesmo monstro que meu pai foi. Resolvi fazer outra coisa.
Corri para meu quarto e tranquei a porta. Comecei a escrever esta carta enquanto ela bate na porta berrando “Não faça isso que eu estou pensando! Abra a porta! Precisamos conversar!”.

Não vou abrir a porta, não quero ver o rosto dela antes de morrer.
Se você está lendo isso, é porque eu já não estou mais entre vocês. Usem essa ultima carta como um aviso do que um pai violento pode fazer na vida de uma pessoa. Eu poderia ter matado a minha namorada e continuar o ciclo que foi criado pelo meu pai, mas eu não vou fazer isso.

Espero que você tenha um futuro melhor que eu.

Te espero na outra vida...

Adeus!

domingo, 30 de agosto de 2009

Trabalhando com Personagens Problemáticos

Olá novamente povo o/
Andei sumido, mas estou tentando retomar o blog. Esse artigo eu já postei em diversas comunidade Makers e achei interessante posta-lo aqui no Blog, quem sabe não ajuda alguém.

Apresentação

Começando, vou explicar do que se trata (já que o titulo não é tão explicativo).
Com eu sou a favor do politicamente correto, criei esse artigo.
Muitos roteiristas abordam temas como a Morte, bebidas e às vezes temas sexuais com muita facilidade, sendo que temas como estes que eu citei (e outros) se devem algum cuidado para acabar não estimular o leitor a fazer o mesmo.
É isto que meu tutorial aborda. Como trabalhar com esses temas sem acabar passando uma idéia que influencie os makers e jogadores mais jovens.

Vamos lá!

Sabem quais são os perigo da nova geração?
A pressão dos amigos, a influência de jogos e filmes (as crianças ficam querendo ser o herói ou o mocinho do filme/jogo e imitam-nos), as más companhias, a falta de informação pra esses assuntos, entre outras coisas...
Como eu não posso ajudar e nem ver com quem essa geração anda, pelo menos vou ajuda-los a ganhar essa informação que pode até salvar vidas.

É muito comum ver em jogos e filmes o herói tarando uma mulher, bebendo até cair, se dopando com remédios, usando drogas ou algo que tape o buraco que há nele. Um buraco sentimental que foi escavado provavelmente na sua infância ou em algum outro momento anterior ao jogo (traduzindo em forma mais grosseira, o buraco é algum trauma do herói).
Esse buraco pode e deve ser explorado pelo escritor, mas o cuidado com ele deve ser ao extremo. O leitor/jogador não pode achar que aquilo que ele faz é correto, e sim, saber que ele está fazendo errado.
Um bom exemplo disso é o “Hancock”. Um herói politicamente incorreto, bebum, que fala palavrão e destrói tudo sem se importar com os prejuízos, mas no desenvolver do filme se revela que ele faz isso porque não lembra do passado dele, e ele acha que está sozinho no mundo. Depois ele muda e vira o super herói que dá o chapéu no Superman.
Entendem?

Eu não estou dizendo para fazerem personagens 100% corretos, pois o que é sempre correto e perfeito enche o saco. O que eu quero dizer é que vocês usem defeitos nos personagens, mas que depois no desenvolver da trama, esse defeito deva ser desenvolvido para dar uma certa “Lição de moral”.

Bom, eu acho que não fui tão específico quanto queria, então vou dar um zoom nos problemas do cotidiano que vocês podem usar nos seus projetos.

Bebidas: Ponto chave e um pouco clichê. Quase toda história tem um bebum ou alguém que fique bêbado.
Exemplo: Faça com que esse bêbado perceba que não é com a bebida que os problemas dele vão se resolver. Sejam criativos!

Drogas: Um ponto mais complicado de se abordar. As drogas são sempre um atalho para o sofrimento mais rápido. Toda pessoa que usar drogas no roteiro, tenha bastante cuidado com as personagens.
Exemplo: Faça com que as personagens que estiverem usando drogas fiquem mais agressivas com os colegas e familiares, comece a se isolar, parar de comer, começar a roubar coisas da casa dele para comprar mais drogas, definhar e no fim, com a ajuda dos amigos, faça com que ele se reerga e perceba que isso estava matando ele e piorando os problemas.

Morte: Porque a morte é lidada com tanta frieza na mão dos escritores? É tão fácil assim matar alguém? Porque em toda história alguém tem que morrer?
Eu sei que matar alguém dá aquele clima de tristeza e raiva no leitor que faz ele querer avançar para vingar a morte dessa pessoa, mas isso só não basta.
Toda vez que eu penso em morte nos meus textos eu lembro de cenas e músicas tristes para me dar inspiração. Dê a esse personagem que vai morrer, uma morte digna ou um enterro digno em homenagem a ele. Se for um vilão, pelo menos o enterro já está bom.

Suicídio: Não é um tema obrigatório para roteiros. Pouca gente lembra desse assunto, mas mesmo assim, tem muita gente morrendo por causa disso. Apesar desse assunto ser um Tabu nas casas brasileiras, ainda existem escritores que usam esse tema para conscientizar o leitor do estrago que a pessoa que quer se matar vai fazer.
A pessoa que se mata não é a única vitima, mas os familiares e amigos também morrem com ela. Aqueles que ficam são chamados de “Órfãos”.
Eu tenho aqui uma ótima matéria de um jornal que fala sobre tudo isso, mas por enquanto não vem ao caso. O objetivo é fazer o leitor refletir sobre os males que a personagem causou depois de se matar ou até mesmo, fazer a personagem refletir sobre o que ela ia fazer. Faça da cena convincente e comovente.
Se você não sabe lidar com esses assuntos, melhor nem começar.


Conclusão

Como viram, todos vocês podem trabalhar o defeito do herói para fazer a sua personalidade, mas também tem que tomar cuidado para não incentivar outras pessoas a fazerem o mesmo que ele faz.
Bom, teria outros temas, mas vou postar (talvez, quem sabe) num segundo tutorial.

Abraços do Cavaleiro sem Alma o/

sábado, 30 de maio de 2009

A Lenda do Grupo Bourne

A Lenda do Grupo Bourne
Autor: Kelvinouteiro


Prólogo


Fundo preto com pequenas transições de imagens
Uma voz ou uma caixa de texto contando a história

“Tem coisas na vida que não tem explicação... mas para outras, explicação é o que não falta...”.

Bom, já ia esquecendo de me apresentar. Meu nome é Gênesis Dahlberg, mas meus amigos me chamam apenas de Gênesis.
Seria muito fácil começar esta história a partir do começo da minha, mas, vou começar do começo de tudo.

“No princípio, criou Deus, os céus e a terra...”.

Hehehe, nem tão do começo assim...

Estamos no planeta Terra, no ano de 2286.
Desde os primórdios da humanidade, nosso planeta se envolveu em diversas guerras de Homens contra sua própria raça.
Todos aqueles que eram contra essas guerras diziam que era um ato de ignorância e de estupidez, mas na verdade, essas guerras eram um modo do alto escalão do Governo poder esconder coisas que a humanidade não deveria saber.
A partir da Década de 60, essas guerras se tornaram cada vez mais freqüentes. Todas as emissoras de Televisão foram compradas pelo governo, para que só fosse transmitido para as casas tudo o que o governo permitisse e obrigasse. Como diria uma amiga minha, “A mídia estava jogando areia nos nossos olhos para não enxergarmos a verdade”.
Durante dezenas de anos, a população acreditou fielmente em todas as palavras da mídia, sem duvidar ou criticar. Mas, enquanto a população assistia TV, os homens do governo faziam suas Falcatruas e escondiam segredos.
Porém, em 1975, um grupo de jovens começou a sentir uma certa desconfiança com essa história de só ver o que a televisão passava e foram atrás da verdade. Espionaram o Governo durante muitos anos, sem sucesso. Porém, quando eles descobriram a verdade, já era tarde demais. Em 1986, três grandes meteoros caíram na Terra, em pontos distantes, dizimando uma grande parte da população e alterando todos os continentes.
Dos pedaços que restaram dos seis continentes, se formaram três novos continentes: Nova Pangea, Barjato e Vulgma.



Nova Pangea é o resultado da fusão de pedaços das Américas com a Oceania e Antártida. É um continente com uma diversidade ecológica muito grande. Cheio de plantas, com pedaços congelados e pequenos pontos desérticos. É nesse continente que vive grande parte da população que restou.

Barjato é a fusão da África com a Ásia e Europa. Um continente totalmente desértico e sem vida. Ultimamente este continente é povoado por ladrões, comerciantes e Humanos que receberam grande porcentagem de radioatividade dos meteoros. Ao contrário das outras pessoas que não sobreviveram, esses humanos sobreviveram, mas sofreram grandes mutações. São poucos, os mutantes, que ainda tem traços humanos.

Vulgma é o continente mais intrigante dos três. Ele é a fusão de magma que tinha no Manto do planeta com pedaços dos meteoros. É um continente inabitável. Existem muitos vulcões lá, e tem Magma por todos os lados. A temperatura de lá é muito alta e instável. Alguns cientistas e historiadores acreditam que nessa terra existem seres extraterrestres, mas não passam de boatos.

Os primeiros anos nesse novo planeta foram terríveis para a população mundial. Poucos sobreviveram à mudança de climas e temperaturas. Muitos se adaptaram às novas condições, outros migraram semanas, até encontrarem uma terra mais “Habitável”.

Após a situação se estabilizar, os Governantes que sobraram, foram destituídos de seus cargos e foi formada uma nova Cúpula de Governantes que se encarregou de continuar mantendo o segredo que os antigos Governantes guardavam.

Bom, mas e os jovens que descobriram a verdade por trás do Governo?
Após a queda dos meteoros, nunca mais se soube deles. Mas, como as famílias dos Jovens morreram com esse desastre, ninguém deu por falta deles.

Junto com a mudança drástica dos continentes, todas as grandes e pequenas cidades foram completamente destruídas. Não sobrou uma só cidade inteira, ou uma só casa de pé, pois tudo foi a baixo.
O trabalho de re-erguer milhares de cidades das cinzas não era uma tarefa muito inteligente e rápida, por isso, os novos Governantes decidiram construir novas cidades ao inves de reconstruir as perdidas.

Essa nova Cúpula de Governo consiste na união de cinco humanos com a tarefa de cuidar de cada uma de quatro partes do continente Nova Pangea e do continente Barjato.

Erick Carter. 32 anos. Uma pessoa arrogante, cética, muito inteligente (seu Q.I. era de 236), e acima de tudo, muito preconceituoso. Seu preconceito levou ao ódio pelos mutantes e mandou todos os mutantes para o continente Barjato. Ele é o Governante encarregado de cuidar da parte sul do continente Pangea, e da sua maneira.
Incrivelmente, Carter conseguiu transformar fazer de sua parte do continente um ambiente Medieval. Trouxe de volta os castelos, cavalos, cavaleiros e camponeses para essa nova era. Ele se autoconsagrou Rei Artur do século 21, o protetor dos fracos e oprimidos. Mas ele não é único que fez uma loucura assim.

Laura Alberg. 29 anos. Canadense. É a esposa de Erick, porém, ao contrário do marido, ela é doce e religiosa. Ela tem gostos muito distintos aos do marido, e muitas pessoas se perguntam como é que eles se casaram sendo tão distintos.
Ela preferiu governar a parte norte do continente, onde o frio e a neve prevaleciam, e apostou em um cenário futurista com casas cheias de tecnologia, ruas cheias de carros com equipamento antigravidade, grandes outdoors holográficos e pessoas com roupas cheias de aparatos modernos (mp3, capacete com visor de televisão transparente, medidor de temperatura, pulso e batimento cardíaco no meio do peito, celular no molar inferior esquerdo, etc...).

Aleck Holcman. 31 anos. Ele tem sua origem Britânica e nasceu na Inglaterra. Ele é o mais integro homem no governo. Seus pensamentos idealistas e revolucionários deram a ele o comando do continente Barjato. Não porque ele foi nomeado e porque era o mais competente, mas sim porque dentre todos os outros governantes ele era o único que acreditava que os mutantes também eram pessoas e que deviam viver em paz e conviver com os “normais”.
Aleck vivia batendo cabeça com Erick por causa das suas opiniões sobre os mutantes, o que levou ao fim da amizade de mais de 30 anos. Outra coisa que deixava um clima pesado entre os dois, era o fato de que Aleck havia namorado a Laura, antes de Erick rouba-la dele.
Já que Barjato é um continente totalmente desértico, Aleck decidiu transforma-lo em um típico faroeste, em que ele seria o Xerife que mandava em toda a região. Apesar de tanto poder, nada afetava a integridade e a moral dele.

Raissa Di Cavalcante. 27 anos. Ela é a representante Italiana dessa cúpula governamental. Apesar da origem humilde, Raissa se tornou muito invejosa e prepotente, o que deixou seus parentes muito decepcionados. Fugiu de casa para o Brasil para viver com seu namorado virtual e atual marido, Pedro, que por muita sorte, fugiram para uma terra que não foi tão afetada pela queda dos meteoros. O casamento dela com Pedro ficou de pé, mesmo com os problemas entre si e com o mundo afora.
Raissa é a sortuda que escolheu ser encarregada da parte Leste do continente Pangea, ou comumente chamada de “Floresta Pangea”. A parte Leste inteira é formada por florestas e pântanos, e o cenário que ela decidiu apostar e montar nele se baseia em contos de fadas com casas nas árvores e casas nas cavernas, que diga-se de passagem, estão cheias de musgos.

Pedro Agnaldo da Costa, ou Pedroca como é comumente chamado, é um Brasileiro de mão cheia e o mais jovem da cúpula, já que quando entrou tinha 26 anos. Comparado com os outros governantes, ele parece uma criança. Por ser muito brincalhão e gozador da vida, ganhou o carinho e o respeito do povo. Apesar de governar a parte oeste do continente, ele quase não sai da parte leste, onde fica a sua esposa, Raissa.
À parte Oeste do continente ficou sob suas ordens. Uma área Tropical cheia de palmeiras, praias, e surf. Realmente, o cenário que ele escolheu era totalmente a sua cara, mas ele preferiu parar no tempo e deixar o Oeste igual como estava o mundo em 1986, antes de tudo ir para os ares.

Essa nova cúpula de governo surgiu após a desistência dos antigos governantes, ou o que sobrou deles. O povo sem muitas alternativas aceitou as propostas deles e logo perceberam que não iriam se arrepender.

Todos nós não precisamos pensar muito para saber que nenhum governo é perfeito e que tem suas falhas, ainda mais quando se trata de um governo que tem uma pessoa igual a Erick Carter nele.

Quase 15 anos depois do holocausto, em meados de 2000, Erick começou uma perseguição implacável contra os mutantes que moravam em sua parte do continente.
Começou por baixo dos panos. Prendendo um... Matando outro...
Mas depois de pouco tempo, deixou bem claro o seu desprezo por eles dando ordens claras aos seus guardas que banissem e expulsassem todo e qualquer mutante das redondezas.
Muitos mutantes fugiram para o continente Barjato em busca de refúgio e da proteção de Aleck, que acolheu e deu um cantinho de terra para eles. Mas essa situação estava longe de seu fim.

Alguns mutantes revoltados começaram a jogar lenha na fogueira, jogando idéias guerrilheiras na cabeça de outros mutantes, que já estavam conformados com a situação. Não se podia esperar mais do que atentados com bombas e ataques de saqueadores.

Estava começando ali a Revolução mutante, que provavelmente levaria a extinção do que restou da humanidade...

Aleck ainda tentou ser pacífico e tentar esfriar a cabeça dos revoltosos, mas só conseguiu um prazo de 30 dias para que o governador Carter fizesse alguma coisa a respeito. Caso o prazo estourasse e nada tivesse ocorrido, os mutantes iriam jogar uma bomba de hélio no meio de Lodano, Capital de Coimbra, a parte sul do continente Pangea.

O mundo pós-holocausto estava preste a entrar novamente em guerra. A guerra de mutantes contra os humanos “normais” não ia ter um bom fim, afinal, teve um péssimo começo. Provavelmente Acabaria com a civilização no mundo. Os governantes não poderiam deixar que a história da geração passada se repetisse e uma guerra de proporções monstruosa viesse a acontecer.
Alguns dias antes do prazo acabar, Carter cedeu à proposta dos mutantes criou uma lei em conjunto com Aleck Holcman para permitir dar aos Mutantes tivessem os mesmo direitos que os “normais”.

A perseguição terminou. Os mutantes voltaram as suas casas e continuaram a suas vidas do jeito que podiam...

E quem disse que acabou?

O mundo ainda está acabando... O esgotamento dos recursos naturais ainda assombra as pessoas... Mas isso não é novidade...

Tudo o que foi dito anteriormente ocorreu há quase 300 anos atrás, e hoje em dia tudo já mudou muito em relação ao governo.
Acho que agora já está na hora de contar sobre um pouco de mim para vocês...

- Gênesis! Estou procurando por você há quase uma hora e meia! Onde você se meteu?

Era minha mãe adotiva me chamando

- Eu estava aqui o tempo todo.

Apontei para um galpão com uma fogueira, que tinha em volta da fogueira o meu grupo de amigos.

- Então venha comigo rápido que o jantar já está esfriando.
- Está bem, Zélia, só vou terminar aqui de conversar com meus colegas e já vou.
- Não demore muito.
- Ok

Agora está na hora de contar quem eu sou nessa história


Capitulo 1 – O Despertar


Terça-feira, 1º de maio de 2286.
299 anos e 6 meses depois do Holocausto.

Foi nesse dia em que acordei de um sono que parecia durar uma eternidade. Não lembro de nada, a não ser meu nome, que estava com uma documentação que foi encontrada junto de mim. Nada mais.
A primeira coisa que eu lembro daquele dia foi o sol entrando pela minha janela, aos poucos, tímido, até iluminar todo o quarto. Ao pé da cama velha que estava deitado, vi um par de tênis velhos, ainda em bom estado.
Sentei na cama, coloquei os tênis e comecei a observar o local. Tinha um guarda roupas de duas portas num canto do quarto e uma mesinha velha ao lado direito da porta. A cama estava centralizada no quarto, tendo em cada um dos lados da cama, um bidê.
Minha “observação” foi interrompida quando um guri, jovem, abriu a porta. Ele olhou para mim e disse:

- Hei! Vejo que já acordou.

Fiz que sim com a cabeça.

- Que bom! Fico feliz por ter acordado. Já está dormindo faz quase duas semanas.

Fiz uma cara de susto, afinal, quem consegue dormir duas semanas?
O guri abriu um sorriso e disse:

- Meu nome é Thomas. E você, quem é?
- Não sei – Disse timidamente.
- Ok, segundo o médico, você iria ter uma pequena amnésia. Mas pelo estado em que te encontramos, é muita sorte você ainda estar vivo.

Tornei a olhar para o lugar, agora, com um olhar mais triste.

- Olha – ele tirou alguma coisa do bolso - encontramos esses documentos junto com você, acho que devem ajuda-lo a lembrar de algo.

Peguei os documentos e dei uma olhada. Todos eles eram documentos de um tal de “Gênesis”, mas o sobrenome estava danificado. A não ser, uma identidade com algo quase legível escrito “Gênesis Dahlberg”, eu acho.

- Eu acho que me chamo Gênesis – disse em voz baixa – Sim, eu me chamo Gênesis! Esse nome já me é familiar.
- Que bom que lembrou de algo – disse Thomas com um sorriso largo no rosto – Belo nome! Gênesis... Também acho que já ouvi esse nome em algum lugar... Ora, tanto faz. Quer tomar um café com a minha família?
- Eu acho que... – quase respondi, mas Thomas me puxou antes de acabar a frase.
Thomas era um cara legal. Ele tinha um jeito simples e era bem humorado, parecia que nada tirava um sorriso de rosto dele. Ele era Loiro, baixinho e não era nem tão gordo para ser obeso e nem tão magro para ser magrelo.
Não sei porque, mas tive a impressão de que nos tornaríamos grandes amigos.

Chegando na cozinha onde a família de Thomas estava tomando café, ele começou a me apresentar um por um.

- Deixa-me apresentar um por um. Aquele ruivo anêmico ali no canto da mesa é o Jean.
- Anêmico é você! – eles deram uma risada – Prazer conhece-lo... Qual é o seu nome mesmo?
- Gênesis – Respondi – Gênesis Dahlberg
- Prazer conhece-lo Gênesis.
- Ok – Disse Thomas continuando as apresentações – Aquela menina de cabelos castanhos e que tem uma toca na cabeça é a Ariel. Não liga não se ela falar demais.
- É né! Liga não, o Thom Thom fala mais que eu e fica falando que eu sou uma gralha – soltou um leve sorriso – Seja bem vindo, Gê. Posso te chamar assim?
- Haha, pode sim Ari. – Disse com um tom de ironia.
- Ah – Ela suspirou virando a cabeça com uma cara de quem não entendeu – Que bom, agora eu também tenho apelido – Todos deram uma pequena risada.
- Bom, assim não vamos tomar café nunca... Aquele de cabelo azul ali é o Rayan. Se você não conseguir identificar quem é eu peço pra ele levantar, haha.
- Você é um grande palhaço não é, Thomas? Como é que ele não vai me identificar se eu sou o único de cabelo azul da sala?
- Talvez ele seja daltônico – Falou Ariel tentando não acabar com o clima de piadas
- Então ta, né? Fazer o que. Prazer Gênesis, Soldado Rayan ao seu dispor!
- Soldado? – Perguntei intrigado
- Sim, Soldado da linha de frente do Batalhão do exército do Governo de Lodano, Capital sul do continente Pangea.
- Nossa, então eu estou diante de uma celebridade – disse quase gargalhando.
- Haha, nem tanto, meu querido. Não é para tanto... Desde que a Revolução Mutante acabou há quase 285 anos atrás, não há quase nada para se fazer além de vigiar os portões para que ninguém invada ou entre armado. Na verdade, não passo de um Guarda costas Real.
- Ah, entendo – comentei perdendo o sorriso.
- Hei gente! – Thomas chamou nossa atenção – Isso não é assunto para o café da manhã. Vamos falar sobre isso mais tarde. Voltemos para as apresentações! Quero acabar isso ainda hoje. Aquela senhora de cabelos lisos e loiros é a minha mãe, Dona Zélia. Ela é a pessoa mais sábia e carinhosa desse mundo.
- Obrigada, filho, mas eu não sou tudo isso. Apenas aprendi muito com essa vida. Meu 67 anos foram bem vividos, e descobri como aprender com cada erro e passar isso para outras pessoas. Mas enfim, esse não era o assunto. Você já está melhor, Gênesis?
- Sim, eu estou melhor, seja lá como eu estava antes.
- Então você não se lembra mesmo...
- Não. Como eu vim para aqui?
- Quando Thomas e eu saímos um dia desses de carroça para encontrar um parente em Lumbrein, a cidade capital norte, uma das rodas da carroça se desprendeu e nos fez cair em uma pequena valeta. Sorte que todo o Norte é frio e o chão é totalmente forrado por neve, que amorteceu o impacto, senão ia ser uma dura queda.
Enquanto Thomas andava alguns quilômetros procurando alguma casa que emprestasse algumas ferramentas, eu fui explorar a região. Por alguma estranha razão, nessa pequena exploração curiosa, eu te achei preso dentro da parede de uma Caverna. Literalmente congelado. Você parecia nem respirar... Então, quando Thomas voltou com as ferramentas, eu o chamei para onde eu te encontrei, ele tirou você de lá com as ferramentas que ele conseguiu encontrar e te levamos para casa.
- Nossa, então eu estava em uma Fria. Literalmente.
- Sim, e o médico até nos disse para não criarmos esperanças porque sua chance de sobreviver seria mínima.
- Caramba – Exclamei em voz baixa com um tom meio seco.
- Acho que você assustou o menino, mãe, hehe – Brincou Thom.
- Que nada filho! Espera só eu contar quando eu conheci seu pai. Esse sim assusta qualquer um. –Disse Dona Zélia fazendo todos gargalharem.
- Não está mais aqui quem falou - Thom deu uma risada e voltou ao assunto – Bom, acho que só falta uma pessoa para te apresentar. Mas ela ainda não chegou... Acho que ela deve ter ido até a casa de uma amiga ou até mesmo para a República. Daqui a pouco ela volta.
- E quem é “ela”?
- “Ela” é a Samantha, minha irmã. Ela tem 22 anos e é um doce de pessoa, mas não se engane com a cara de anjinha dela. Ela sabe lutar e deixa qualquer marmanjo no chinelo.Ultimo cara que se meteu a espertalhão saiu com o pé enfiado na orelha. –Ele disse essa ultima frase com uma satisfação maior do que a normal.
- Fica tranqüilo que eu não sou do tipo de fazer essas coisas não.
- Que bom! – Disse ele voltando ao seu humor original – Espero que pelo bem de sua saúde, você não se torne esse tipo de rapaz.
- Pode confiar. – Respondi com convicção.
- Então... Esse café sai ou não sai?

Depois de quase meia hora de apresentações e piadas nós finalmente tomamos café, sendo que já estava quase na hora do almoço. Enquanto comia, observava a personalidade de cada um. Lembro também que nesse mesmo café, o Thomas se engasgou umas três vezes com o pão de queijo tentando fazer graça, mas fora isso o dia foi calmo... Bem calmo...
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