quinta-feira, 31 de maio de 2012

Crônica: Vida, Morte, Tempo e Filosofia

Olá de volta, e cá estou eu de volta, mais uma vez, novamente, aleatóriamente, atrasado xD

Sei que prometi pra semana passada, mas consegui tempo só essa semana e.e

Mas essa espera valeu a pena, eu acho. É uma das poucas crônicas que eu escrevo e termino com plena convicção de que o trabalho e a espera valeu a pena *___* ASDHKASHDKASD

Pois então, chega de papo. Bora Filosofiar... Digo, ler! -Q


Vida, Morte, Tempo e Filosofia
Por: Kelvinouteiro

“Tic Tac, Tic Tac” fazia o velho relógio de bolso do jovem escritor enquanto o mesmo olhava por horas a fio para uma folha em branco. Com uma caneta na boca, outra na orelha, sentado com as pernas cruzadas ele observava o pedaço de papel. Ele estava a dias naquela posição e já estava exausto de ter seu estoque de idéias vazio.

O velho relógio sussurrava histórias de outros tempos entre um segundo e outro. Independente do que acontecesse ao seu redor ele estava lá, “taqueando” sem se importar com o tempo. Que ironia.

O relógio passou de pai para filho por muitas gerações. Não havia ninguém que conhecesse mais aquela família do que aquele relógio. Se ao menos ele pudesse falar... Se ele pudesse falar, todos os problemas com bloqueios criativos desse escritor estariam resolvidos.

Mas relógios não falam.

Seu baixo “Tic Tac” estava cada vez mais baixo, cada vez mais silencioso. É um relógio antigo que precisa dar corda para continuar funcionando, mas o escritor não dava a mínima para ele. Heranças de família como essa não são tão valorizadas como dinheiro e terras.

Pobre relógio.
Uma vez que ficasse sem corda, nunca mais voltaria à vida.

Vida... Que coisa estranha de se dizer sobre um objeto.
“Vida ou morte é uma coisa de seres vivos e não de objetos” provavelmente ¬¬foi isso que você pensou. Mas às vezes me pego pensando: “E se objetos como o velho relógio moribundo ou a caneta do escritor tivessem consciência? E se eles soubessem o verdadeiro significado de viver e morrer?”

Ah, esqueça. Esse é o tipo de assunto que passaríamos muito tempo discutindo e nunca chegaríamos perto da verdade.

Aliás, falando em vida e morte, me lembrei do tempo.
O que é tempo? O que são horas e minutos? Passado e Futuro?

“Os humanos são criaturas temporais por natureza” já dizia Heidegger, um filósofo alemão.

Vou filosofar um pouco também.
Todos nós somos presos a uma coisa chamada “tempo”, mesmo não querendo.

Às vezes, em nossa corrida diária rotineira, nós nos prendemos a coisas banais sendo que passamos despercebidos por outras que poderiam mudar nosso dia por completo. Coisas como oportunidades, talvez amigos, seus sonhos... Por se deixar perder desesperadamente pelo tempo, sem parar para respirar e observar ao redor, nós acabamos cegos.
Apenas os humanos perdem tempo pensando mais em pedaços de papeis “sem valor” do que pensando em seu próprio bem estar ou no do próximo. Apenas no mundo dos humanos um pedaço de papel tem mais valor do que outros de sua própria espécie.

Se objetos pudessem falar, ou pudessem ter vida, acredito que eles aproveitariam melhor a vida do que nós.

E o jovem escritor?
Desistiu por hoje. Quem sabe amanhã ele seja iluminado com uma idéia brilhante depois de tomar uma boa xícara de café quente e relaxar na sua velha poltrona reclinável.

Falando nisso, tenho outra teoria sobre café e seus poderes inspirativos, mas conto outro dia.
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