terça-feira, 15 de maio de 2012

Crônica: Sem Energia - Sem net -q

Coincidência ou não com o título, estou sem net e sendo obrigado a postar essa crônica numa Lan House xD
A qualidade é a mesma de sempre, porem, o post não vai passar por edições devido o tempo curto de utilização dos PC's aqui e.e

Essa crônica eu me inspirei num dia chuvoso, debaixo de ~le temporal~, então, já imaginam como começa né? -q

Fiquem com a crônica, e leiam as outras, se possível =B


Sem Energia
  (No Energy)
Por Kelvinouteiro

Jean era um jovem comum que assim como qualquer outro, tinha hobbies. O dele, por sua vez, era mais incomum do que a regra geral. Jean amava observar raios caírem.
Sua diversão era andar debaixo da chuva sem rumo algum, apenas para admirar aquilo que pra muitas pessoas, é motivo de se ter medo.

Num dia qualquer, enquanto caminhava lentamente ao compasso dos trovões, Jean divagava entre um pensamento e outro, curtindo o momento. Repentinamente as luzes ao seu redor se apagaram.
Um raio caiu em cima de um poste e causou um belo estrago nos fusíveis, por isso todo o bairro ficou escuro”, foi o que Jean suspirou enquanto caminhava por uma escuridão absoluta, clareada em poucos momentos pela luz dos raios.

Caminhando mais rapidamente agora, ele ouvia a conversa das pessoas na rua reclamando da falta de energia e obviamente, de como a empresa de consertos era lenta... “Humanos, pff” pensou ele.
Mas mais a frente, no outro bairro, a energia também havia caído e no seguinte a mesma coisa aconteceu. Toda a cidade estava escura.

Não importava o quanto ele e as outras pessoas pensassem, não havia como um raio causar estrago daqueles. Além do mais, não foi apenas a energia que sumiu, depois de um tempo, telefones residenciais e celulares pararam de funcionar. Não apenas o sistema de comunicação. Os aparelhos simultaneamente pifaram.
Não haveria mais como se comunicar com as outras cidades ou países. Tudo foi silenciado. Se Jean ainda pudesse falar com seu pai que está do outro lado do país ele poderia ficar mais calmo.

Subitamente os raios pararam. Pararam de bramir com o seu som ensurdecedor e no seu lugar ficou um céu escuro e silencioso.
O mundo ficou silencioso. O som que também é um tipo de energia, simplesmente se calou. Por mais que as pessoas tentassem falar, nada saia das suas bocas.

Não foi apenas a eletricidade que acabou. Por algum estranho motivo, toda a energia do mundo sumiu como se o planeta estivesse simplesmente morrendo. Todo tipo de energia estava sumindo de uma vez, incluindo a energia que move a vida e as células das pessoas. Em pouco tempo a energia das pessoas iria sumir e Jean percebeu isso.

No seu desespero, Jean tentou buscar uma resposta e solução dentro de si para explicar esses acontecimentos. Inutilmente. Não havia como explicar algo desse tamanho dentro de si mesmo. Dentro de seus corpos os seus órgãos morriam.

O mundo estava morrendo e consigo levaria todas as pessoas. As forças de todos seriam sugadas por um “‘nada’ glutão e invisível”.

Aos poucos, o planeta começava a parar de girar.

Em seu ultimo suspiro, a ultima visão de Jean foi o nascer de um novo dia, frio, indiferente e apático iluminado pela luz negra do Sol que também tivera suas energias sugadas, inaugurando assim o novo, silencioso e eterno amanhã moribundo.
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