quarta-feira, 13 de julho de 2011

Café com Bolachas, especial crônica: Can you see me?


Pois é, estou de volta õ/
O café com bolachas dessa semana voltou num clima mais frio e cheio de suspense e.e

Nessa semana eu me pus em desafio. De sábado até hoje eu estaria procurando vídeos para postar aqui enquanto escreveria uma crônica...
O desafio não estava em escrever a crônica ou procurar vídeos, mas sim, no que eu escreveria na crônica c.c
Até que, alguém salva minha semana LOL
A @Nanachou7q, uma das locutoras da Radio Blast, postou aleatoriamente uma música no twitter, e essa música me deu tudo o que eu precisava para decidir o tema LOL
Enfim, chega de falatório. Mais detalhes no final do post, fiquem com a Crônica e em sequência, as músicas que eu ouvia enquanto escrevia õ/

Você acredita em mim?
Por: Kelvinouteiro
- “...Você não está sozinho...”

Todos os dias, desde quando eu era pequeno venho ouvindo uma voz sussurrando dentro de mim dizendo...

- “...Você não está sozinho...”

Uma voz masculina, porém suave e baixa. Uma voz que soa como um eco, mas que se torna a cada dia mais recorrente, muito além do que o costume, tendo dias que ouço uma só vez, assim como outros que ouço de hora em hora...

- “...Você não está sozinho...”

Eu não estou sozinho... Definitivamente não estou sozinho... E hoje está sendo prova disso...

Desde que acordei hoje tenho ouvido essa “voz” dentro da minha cabeça, está falando sem parar. Eu estou ficando louco, mas que Diabos está acontecendo comigo?

- “Você pode confiar em mim... Eu confio em você...”

- Confiar em você? – Retruquei para aquela voz – Como posso confiar numa voz?

- “Apenas confie em mim.. Eu acredito em você....”

- Quem, ou o que é você? – continuei retrucando

- “Você está me ouvindo?”

- Sim eu estou te ouvindo...

- “VOCÊ PODE ME OUVIR?” – Gritou a voz, fazendo meus ouvidos estalarem.

- Argh, por favor, não grite – Disse eu implorando

- “POR FAVOR NÃO SOLTE MINHA MÃO!” – E a voz gritou de novo.

Meu cérebro já está latejando, já não consigo mais ouvir nada ao meu redor. Passam carros, pessoas falando, mas é como eu tivesse ficado surdo... Surdo, menos pelo fato de continuar ouvindo aquela voz...

- “Por favor, venha me encontrar...”

- Mas aonde está você? – Perguntei para a voz, sendo que o que eu realmente queria perguntar era “que sentido isso faz?”

- “Por favor, me encontre... preciso que você me ache...” – Mais uma vez aquela voz implorava, ecoando no silencio dentro de mim.

- Como posso achar você?

- “Eu estou bem aqui... perto de você...”

- Perto de mim? – Olhando para todos os lados - Onde?

- “Você pode me ouvir?” – Perguntou novamente. Será que há uma espécie de interferência entre mim e ele?

- Sim, eu posso te ouvir! Diga-me, aonde você está?

- “Eu preciso de você... Eu preci...” – Sua voz parecia mais fraca, já quase não conseguia ouvir direto...

- Não desapareça, Por favor! Não antes de eu te encontrar! – Continuei insistindo para ela continuar falando comigo, mesmo que isso continue não me fazendo sentido algum.

- “Eu confio em você... Você consegue me ver?”

- Se eu consigo te ver? – Perguntei pensativo... Não, eu não conseguia ver o dono daquela voz... Tudo o que eu via agora era uma praça cheia de bancos, alguns velhos jogando algo, e nada mais além da luz da lua iluminando a fonte no meio do parque. - Não, eu não te vejo...

- “Será mesmo que você não consegue me ver?” – Insistiu mais uma vez, mas com um tom mais irônico

- Não, eu não posso te ver – Respondi evasivamente.

De um momento para outro a voz deixou de ser suave parou de sussurrar, e trocou para uma voz forte, masculina e parecia tão perto como se ele estivesse falando do meu lado.

- “Certo, está vendo aquela fonte?” – Perguntou ele, sem nem esperar a resposta. – “Vai até ela”

- O que... – antes de pergunta fui interrompido.

- “Não pense, só vai até lá” – Disse ele num tom autoritário

Apesar de estar resistindo contra aquela ordem, eu segui quase marchando em direção a fonte. Afinal, isso era verdade mesmo? A “voz” dentro de mim estava mandando em mim? Melhor dizendo, ela estava me mandando ir para uma fonte?

Estando em frente à fonte, continuei a relutar:

- Certo – Colericamente disse - Estou aqui. E agora?

- “Olhe seu reflexo” – Ordenou novamente, porém agora mais forte e nítido do que nunca.

Ainda resistindo à voz, não consegui evitar de tremer. Eu não sabia o que encontraria ali, apesar da lógica dentro de mim estar dizendo que não vou encontrar nada mais do que um reflexo, que mais obviamente seria o meu.
Mas, por outro lado, a lógica já não se aplicava mais para mim. Essa voz é um exemplo vivo de que nem tudo aquilo que deixamos de acreditar por ser ilógico deixa de existir por isso.

Inclinando lentamente meu corpo para a fonte, onde antes estava refletindo a lua, comecei a olhar para a água, e antes de ver o que tinha lá, fechei meus olhos de medo. Então, mais uma vez a voz me ordenou para abrir os olhos, e então...

Não havia nada mais ali dentro da água do que o meu rosto sendo refletido.
Não havia monstros, não havia ninguém preso dentro da água nem um espírito esperando por alguém que fale com ele, apenas o meu rosto. Tanto medo para absolutamente nada.

Fiquei alguns minutos olhando para mim à espera de que algo “mágico” aconteça, mas nada aconteceu. Até mesmo a voz tinha ficado em silêncio... Desde pequeno eu estava esperando por esse momento. Eu estava livre!

Ou era isso que eu pensava.

Quando eu estava indo embora, tentei me levantar e sair dali, mas nada aconteceu. Eu não sentia mais minhas pernas, meus braços, meu corpo...
O que diabos está acontecendo?

- “É simples” – novamente a voz voltou, mas com um tom sarcástico dessa vez – “Eu passei anos e anos trancado e preso dentro do seu corpo, esperando por uma brecha em que pudesse me livrar de você. Aí então surge essa oportunidade!”

- Como assim? Do que você está falando? – Mais confuso ainda, que diabos está acontecendo comigo?

- “Simples assim, eu estou livre é você está preso, hahaha” – Riu sarcasticamente enquanto aos poucos eu percebia que era verdade.

Ele falava com minha boca, e agora Eu sou aquela voz.

-Mas não é possív...-

-“Sim, é claro que é possível!” – Continuou a interromper – “Passei todos esses anos aturando suas dores, desilusões, medos, mentiras e angústias, e isso me tornou forte. Agora é a sua vez de sofrer” – Cada palavra exprimia raiva e ódio que ele tinha sobre mim

-“Enfim, aproveite bem a sua estadia no inferno que é você” – Sons de risadas agudas ecoam no ar, enquanto dentro da fonte me vejo indo embora.

Já não posso mais ouvir o mundo exterior, nem ver o que “ele” está fazendo agora. Tudo o que sei é que estou dentro da minha mente, e está escuro aqui dentro. A atmosfera é pesada e ouço gritos agudos e desesperadores todos os segundos...
De uma coisa eu tenho certeza, ouvir aquela voz não é nenhum sofrimento comparado com o inferno que é dentro de mim.Gostou? Comente õ/

Aqui estão os vídeos õ/

Este é o vídeo que eu comentei no começo do post.
Apesar da música ser meio deprimente, ela é boa. Apesar de eu não ter certeza se sou normal por curtir esse tipo de música XD


Esta é uma música do Avenged Sevenfold. Eu ouvi muito ela, e li bastante a letra dela.
Apesar da letra não ser nem um pouco parecida, a atmosfera que foi criada para essa música é o que me inspirou no desenvolvimento da história:


Pra terminar e não deixar o clima tão pesado assim (-q), fiquem com essa música pra animar a sua noite de quarta -q


Certo, Boa noite pessoas, e tenha um ótimo resto de dia internacional do Rock \m/
Abraços õ/
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